quarta-feira, 25 de novembro de 2009

coração partido


Ah, coração partido!
Insuportável certeza,
que carrega a beleza,
da estada da paixão.

Ah, coração partido!
São como os sinos da igreja
que choram o que desejam,
no covil da escuridão.

São pêlos que crispam à noite,
são as marcas do açoite,
são ossos que os pregos cravam,
são corações que se travam.

E mesmo sem fim o soluço,
e vasto de sal esse encosto,
tudo não passa de um sonho,
vivido num não medonho,
de um coração à pulsar.

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